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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estética nas HQs

Analisamos a questão das mudanças comportamentais separadamente justamente para dar mais ênfase a questão da estética própria do feminino antes de iniciar este tópico. Na realidade não existiram mudanças significativas na representação da estética feminina em mais de cem anos da Arte dos quadrinhos. Diferentemente do que ocorre no padrão comportamental, onde gastamos páginas de analise do histórico das personagens para chegar à conclusão das notáveis mudanças que ocorrem em paralelo com os padrões sociais, no nível da estética isso não procede.

Lógico, não devemos confundir, existem mudanças no que é considerado esteticamente mais próximo da beleza ideal, em outras palavras, o padrão de beleza da década de 1920 não é o mesmo do século XXI, existem diferenças neste nível de representação, mas em toda e qualquer época a figura da mulher é associada à estética do belo de seu tempo.


A figura ao lado é um bom exemplo a se observar. Ambos são retratos da super-heroína “Mulher-Maravilha”, porém datados de diferentes épocas. Na esquerda encontramos a figura da heroína em meados da década de 1940 e do lado direito sua versão mais atual. O leitor não precisa de ajuda para perceber que existe diferença em seu retrato, porém o que destacamos aqui é que em ambos os casos a Mulher-Maravilha está representando um ideal de beleza, posto o contexto social em que se insere.


Dessa forma percebe-se que o binômio “mulher-beleza” analisado no tópico acima sempre fez parte da representação da figura feminina na mídia dos quadrinhos, e que, salvo algumas mudanças no referente a padrões de beleza, a personagem mulher continua como principal representante dessa estética.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Níveis de Mudanças

Passando pelo histórico das personagens femininas nas histórias em quadrinhos, fica clara a percepção de que houve mudança no retrato dessas figuras ao longo dos anos. A mudança se encontra no nível comportamental, ou mais claramente, a idéia de que as mudanças dos padrões conduzidos no nível da sociedade influem no conteúdo das personagens retratadas dentro das HQs, como um “espelho” da realidade em que está inserida. Dessa forma as mudanças vão ocorrendo em paralelo com o real. Assim temos a figura das donzelas desamparadas que esperam por seu herói surgindo na década de 1930 (delineando as características do que seria considerado um padrão feminino na época) e o aparecimento em maior número de super-heroínas mulheres no período correspondente ao da Segunda Guerra Mundial (indicando a força feminina que ficou no país dando apoio aos soldados que partiram para a batalha). Todas essas mudanças no retrato das personagens montam relações com o momento histórico em que foram produzidas. Assim se o que encontramos nas páginas das histórias em quadrinhos nos dias de hoje são personagens femininas que em nada ou pouco se assemelham com as figuras de 50 anos atrás, isso só comprova a mudança dos padrões comportamentais de nossa sociedade. Com a década de 1960 vieram personagens muito mais independentes, seguras de si e liberais, e até hoje essa representação da figura feminina só teve como tendência se radicalizar. O que encontramos nas HQs atuais é o sucesso de uma classe de mulheres com características que até por vezes seriam consideradas um tanto quanto masculinas: seriedade, agressividade, pouco sentimentalismo, dentre outras. Seguindo a lógica até agora colocada, este seria talvez então o perfil da figura feminina do início do século XXI (claro que em suas devidas proporções, pois a realidade e a ficção das HQs ainda não constituem um paralelismo tão grande – ninguém tromba com mulheres combatendo o crime em roupas apertadas no meio da noite por exemplo). Assim chegamos à conclusão de uma mulher aparentemente mais agressiva e “fria” em suas relações.

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